25 de abril de 2011
9 de abril de 2011
Síntese biográfica de Gonçalves Correia
(do livro "A oposição libertária em Portugal, 1939-1974", de Edgar Rodrigues)
"Natural de Beja, chegou ao anarquismo para ficar.
Gosta de reunir-se, de falar e tinha "sonhos" de alcance impossível.
Gostava de comprar pássaros engaiolados para soltá-los, vê-los voar livremente, gorgitar de alegria.
Na sua caminhada como propagandista do anarquismo, escrevia e falava como um pregador que tenta convencer os seus paroquianos.
Fazia palestras para os camponeses a quem dedicou folhetos, tais como Estreia de um crente e deles merecia grande consideração e estima.
Mais tarde comprou uma grande área de terras e tentou por em prática a Comuna da Luz em Vale de Cavalos, em Odemira. Mas a ideia não foi avante tantos foram os obstáculos que se lhe opuseram.
Esses tipos de iniciativas têm sempre vários tipos de inimigos, mas um dos maiores é o próprio homem que delas participar. Preso a atavismos, a preconceitos e a hierarquias subjectivas, não tarda a desentender-se. Os "70 pecados capitais" herdados em arquétipos e absorvidos numa convivências diária com as outras vítimas da educação burguesa, condicionam o homem de tal forma que o seu "reaccionário interior" acaba por empurrá-lo para divergências fúteis mas ruinosas.
O anarquismo exige muito do ser humano e a sociedade burguesia e clerical, mercantilista e bélica, em que vivemos, de interesses e lucros, não nos prepara para sermos livres, vivermos livres, lado-a-lado com os nossos semelhantes. A liberdade externa só, não é o suficiente, e a interna custa a adquirir , é algo a ser cultivado com o tempo, o convívio, uma reeducação permanente, tal como a saúde e a vida.
Gonçalves Correia colaborava na imprensa com trabalhos curtos, sem conteúdo prático, entretanto acreditava na revolução social para breve. Morreu acreditando nisso."
"Natural de Beja, chegou ao anarquismo para ficar.
Gosta de reunir-se, de falar e tinha "sonhos" de alcance impossível.
Gostava de comprar pássaros engaiolados para soltá-los, vê-los voar livremente, gorgitar de alegria.
Na sua caminhada como propagandista do anarquismo, escrevia e falava como um pregador que tenta convencer os seus paroquianos.
Fazia palestras para os camponeses a quem dedicou folhetos, tais como Estreia de um crente e deles merecia grande consideração e estima.
Mais tarde comprou uma grande área de terras e tentou por em prática a Comuna da Luz em Vale de Cavalos, em Odemira. Mas a ideia não foi avante tantos foram os obstáculos que se lhe opuseram.
Esses tipos de iniciativas têm sempre vários tipos de inimigos, mas um dos maiores é o próprio homem que delas participar. Preso a atavismos, a preconceitos e a hierarquias subjectivas, não tarda a desentender-se. Os "70 pecados capitais" herdados em arquétipos e absorvidos numa convivências diária com as outras vítimas da educação burguesa, condicionam o homem de tal forma que o seu "reaccionário interior" acaba por empurrá-lo para divergências fúteis mas ruinosas.
O anarquismo exige muito do ser humano e a sociedade burguesia e clerical, mercantilista e bélica, em que vivemos, de interesses e lucros, não nos prepara para sermos livres, vivermos livres, lado-a-lado com os nossos semelhantes. A liberdade externa só, não é o suficiente, e a interna custa a adquirir , é algo a ser cultivado com o tempo, o convívio, uma reeducação permanente, tal como a saúde e a vida.
Gonçalves Correia colaborava na imprensa com trabalhos curtos, sem conteúdo prático, entretanto acreditava na revolução social para breve. Morreu acreditando nisso."
1 de abril de 2011
Referência a Gonçalves Correia...
... numa curta nota biográfica no livro "A oposição libertária em Portugal (1939-1974)", da autoria de Edgar Rodrigues (Editora Sementeira, 1982).
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