Foi por mero acaso que hoje encontrei na venda de livros da Estação do Oriente este "Terra Vermelha" (2008), volume que junta reportagens do jornalista Paulo Barriga publicadas há anos atrás na Visão, n'O Independente e noutras partes. O primeiro capítulo, "O vale era vermelho", refere-se à Comuna da Luz e a António Gonçalves Correia, meu querido antepassado, pai da minha bisavó Liberdade. O texto pouco ou nada acrescenta a outros (anterior e posteriormente) publicados e por isso é uma compra mais emocional do que racional. Custa 3,00€ e ainda lá ficou uma pilha deles.
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27 de dezembro de 2013
21 de setembro de 2012
Beja, Roteiros Republicanos
De Rui Mateus e Constantino Piçarra, este último autor de "Beja Republicana", descobri recentemente o título "Beja, Roteiros Republicanos", edição da Quidnovi com o patrocínio da CM Beja enquadrada nas comemorações do centenário da República celebrado em 2010.
Este volume inclui, para além de informação abundante sobre a Beja dos primeiros tempos da República, uma nota biográfica de António Gonçalves Correia (páginas 116 e 117). Também contém uma breve referência a Gonçalves Correia na página 42, a propósito da sua participação nas comemorações do 1º de Maio de 1914; na circunstância proferiu um discurso sobre "A educação e o comunismo", no Teatro Bejense, na Rua da Moeda.
Este volume inclui, para além de informação abundante sobre a Beja dos primeiros tempos da República, uma nota biográfica de António Gonçalves Correia (páginas 116 e 117). Também contém uma breve referência a Gonçalves Correia na página 42, a propósito da sua participação nas comemorações do 1º de Maio de 1914; na circunstância proferiu um discurso sobre "A educação e o comunismo", no Teatro Bejense, na Rua da Moeda.
4 de setembro de 2012
Excerto de "Os Caminhos da Anarquia", de M. Ricardo de Sousa
"(...) Vendo esse debate (1) à distância de um século, parece que Rossi (2) apontava um novo caminho que não chegou a ser explorado, quer pelas dificuldades conjunturais e pela fragilidade das diversas experiências da época, quer porque o otimismo reinante sobre uma Revolução imediata não motivava os militantes a seguir esse caminho. Em Portugal, só algumas vozes solitárias, como a de Gonçalves Correia, se aproximaram dessas ideias."
Excerto de "Os Caminhos da Anarquia. Uma Reflexão Sobre as Alternativas Libertárias em Tempos Sombrios", de M. Ricardo de Sousa (Letra Livre).Notas:
(1) O debate a que se refere o autor refere-se à constituição de espaços de liberdade, auto-gestionários e autonomos (comunas), como territórios libertados do salariato e da propriedade privada, no seio da própria sociedade capitalista;
(2) Giovanni Rossi (1856-1943), anarquista italiano.
18 de maio de 2012
3 de abril de 2012
"A Felicidade de todos os Seres na Sociedade Futura"
Palavras Necessárias
Hesitei um pouco relativamente à decisão de digitalizar e publicar, sem notas nem contextualização, este importante texto de António Gonçalves Correia, que serviu de base à sua intervenção no V Congresso dos Trabalhadores Rurais, realizado na cidade de Évora no já longínquo ano de 1922.
De facto ler "A felicidade de todos os seres na Sociedade Futura" é bem mais complicado do que possa parecer. Uma leitura apressada, preconceituosa, descontextualizada e/ou anacrónica poderá conduzir a conclusões precipitadas. É um risco que corremos.
Muitas e muitas pessoas têm-nos contactado por e-mail, pedindo informações acerca do livro. Se existe alguma edição recente, onde o poderão encontrar… A todas temos respondido com a promessa da disponibilização online desta 2ª edição de 1931.
Fica assim cumprida a promessa.
Penso que melhor seria publicar-se "A felicidade de todos os seres na Sociedade Futura" com notas explicativas. Admito todavia que as ditas notas pudessem interferir com a leitura de quem se interessa pela vida e obra de António Gonçalves Correia, perturbando-a.
O livro passa a encontrar-se disponível no espaço virtual.
Que vos seja útil.
http://antoniogoncalvescorreia.blogspot.com
Abril de 2012
Para aceder ao livro clicar aqui.
Hesitei um pouco relativamente à decisão de digitalizar e publicar, sem notas nem contextualização, este importante texto de António Gonçalves Correia, que serviu de base à sua intervenção no V Congresso dos Trabalhadores Rurais, realizado na cidade de Évora no já longínquo ano de 1922.
De facto ler "A felicidade de todos os seres na Sociedade Futura" é bem mais complicado do que possa parecer. Uma leitura apressada, preconceituosa, descontextualizada e/ou anacrónica poderá conduzir a conclusões precipitadas. É um risco que corremos.
Muitas e muitas pessoas têm-nos contactado por e-mail, pedindo informações acerca do livro. Se existe alguma edição recente, onde o poderão encontrar… A todas temos respondido com a promessa da disponibilização online desta 2ª edição de 1931.
Fica assim cumprida a promessa.
Penso que melhor seria publicar-se "A felicidade de todos os seres na Sociedade Futura" com notas explicativas. Admito todavia que as ditas notas pudessem interferir com a leitura de quem se interessa pela vida e obra de António Gonçalves Correia, perturbando-a.
O livro passa a encontrar-se disponível no espaço virtual.
Que vos seja útil.
http://antoniogoncalvescorreia.blogspot.com
Abril de 2012
Para aceder ao livro clicar aqui.
16 de setembro de 2011
14 de setembro de 2011
1 de abril de 2011
Referência a Gonçalves Correia...
... numa curta nota biográfica no livro "A oposição libertária em Portugal (1939-1974)", da autoria de Edgar Rodrigues (Editora Sementeira, 1982).
20 de março de 2011
"Futuro primitivo" (1994), John Zerzan
Neste pequeno livro, Zerzan - um neoluddista - argumenta contra a tecnologia* e a civilização tal como a conhecemos, apresentando as suas razões - geralmente baseado em estudos da área da antropologia e história - para defender o regresso (tanto quanto possível) a um estado mais primitivo da vida das comunidades humanas.
De acordo com Zerzan, o início do sofrimento humano remonta à divisão do trabalho, domesticação/sedentarização e descoberta da agricultura. O autor contrapõe um ideia de sociedade mais justa, mais feliz e mais genuinamente pacífica no período anterior à especialização, hierarquização e desenvolvimento do pensamento e da expressão simbólica que dizemos mais avançada, expressa na comunicação escrita e oral, e nos mitos e religiões.
Tudo isto parece (e na verdade é) bastante estranho, mas Zerzan fornece vários dados interessantes, que emergem do estudo científico das primitivas comunidades de caçadores-recolectores, e que suportam a sua tese. Fica por explicar - suponho que também não fosse essa a intenção do livro - como seria possível iniciar uma regressão minimamente eficaz ao estilo de vida dos antiquíssimos caçadores-recolectores.

(post publicado também aqui)
Nota:
* Gonçalves Correia, pelo contrário, via na evolução tecnológica - e mediante a socialização dos meios de produção - uma hipótese concreta de libertação do homem face ao trabalho. Era, nesse sentido, um anarquista que se afastava da linha ludista, ou neoludista, existente entre muitos dos adeptos da vida simples.
Nota:
* Gonçalves Correia, pelo contrário, via na evolução tecnológica - e mediante a socialização dos meios de produção - uma hipótese concreta de libertação do homem face ao trabalho. Era, nesse sentido, um anarquista que se afastava da linha ludista, ou neoludista, existente entre muitos dos adeptos da vida simples.
30 de janeiro de 2011
Sugestão de leitura
Anda por aí, nas Feiras do Livro das estações de metro, comboio e fluviais: "O sidonismo e o movimento operário português", de António José Telo, publicado pela já extinta Ulmeiro.
Comprei um exemplar por apenas 4,00€ e asseguro que vale a pena.
Comprei um exemplar por apenas 4,00€ e asseguro que vale a pena.
27 de janeiro de 2011
30 de abril de 2010
"Mataram o Sidónio", Moita Flores
Sinopse: O assassínio do Presidente da República Sidónio Pais, ocorrido em 1918, é um mistério. Apesar de a polícia ter prendido um suspeito, este nunca foi julgado. A tragédia ocorreu quando Lisboa estava a braços com a pneumónica, a mais mortífera epidemia que atravessou o séc. XX e, ainda, na ressaca da Primeira Guerra Mundial. A cidade estava exaurida de fome e sofrimento. É neste ambiente magoado e receoso que Sidónio Pais é assassinado na estação do Rossio em Dezembro de 1918.
Francisco Moita Flores constrói um romance de amor e morte. Fundamentado em documentos da época, reconstrói o homicídio do Presidente-Rei, utilizando as técnicas forenses e que, de certa forma, continuam a ser reproduzidas em séries televisivas de grande divulgação sobre as virtualidades da polícia científica. Os resultados são inesperados e (Morro Bem. Salvem a Pátria?) é um verdadeiro confronto com esse tempo e as verdades históricas que ao longo de décadas foram divulgadas, onde o leitor percorre os medos e as esperanças mais fascinantes dessa Lisboa republicana que despertava para a cidade que hoje vivemos. E sendo polémico, é terno, protagonizado por personagens que poucos escritores sabem criar. Considerado um dos mestres da técnica de diálogo, Moita Flores provoca no leitor as mais desencontradas emoções que vão da gargalhada hilariante ao intenso sofrimento. Um romance que vem da História. Uma história única para um belo romance.
11 de novembro de 2009
Leitura aconselhada
"Em 1910, a seguir à publicação de Anna Karenina e Guerra e Paz, Lev Tolstói é um dos autores mais famosos do mundo. Mas a fama tem um preço. Desesperado por encontrar paz no fim da vida, Tolstói fugiu de casa, abandonou a família, a sua mulher e os treze filhos, acabando por morrer sozinho numa cama numa pequena estação de comboios russa. Passado no tumultuoso último ano de vida do escritor, esta obra centra-se na luta pela alma de Tolstói. Baseado nos diários do escritor e dos que lhe eram próximos, incluindo a esposa, a filha e o médico, Jay Parini criou um romance histórico que, contado a diferentes vozes, combina factos e ficção. O leitor ficará a conhecer a relação tempestuosa do conde com a mulher, bem como a angústia mental do homem que professou as virtudes da pobreza e da castidade enquanto vivia uma vida de grandes privilégios. A tragédia de Tolstói é a de alguém cujo percurso foi marcado por contradições, podendo-se facilmente perceber por que motivo, nos últimos dias, ele se sentiu compelido a fugir para sempre da casa que conheceu desde a infância. Um retrato envolvente que certamente inspirará outras investigações às fontes originais, que permitiram a elaboração deste livro, revelando-se um trabalho incontornável para todos os que procurem saber mais sobre o mestre da literatura russa."
"Estreia d'um Crente" - Introdução e carta "A um Anarquista"
As imagens que se seguem correspondem às primeiras páginas da obra "Estreia d'um Crente", publicada em 1917 em edição de autor por Gonçalves Correia, com a chancela da Minerva, editora eborense.
O livro tem dedicatória, aliás censurada à pouco refinada moda da época. Dizia assim: "Aos eternamente perseguidos pela tirania dos imperantes como prova do amor e do doce afecto que o auctor sente por todos os rebeldes conscientes, dedica esta pagina modestissima".
A carta que se segue, a um anarquista, encontra-se também ela violenta e explicitamente mutilada pela censura, apesar de ser possível perceber-se muito daquilo que se esconde por baixo do selo do censor.
O livro tem dedicatória, aliás censurada à pouco refinada moda da época. Dizia assim: "Aos eternamente perseguidos pela tirania dos imperantes como prova do amor e do doce afecto que o auctor sente por todos os rebeldes conscientes, dedica esta pagina modestissima".
A carta que se segue, a um anarquista, encontra-se também ela violenta e explicitamente mutilada pela censura, apesar de ser possível perceber-se muito daquilo que se esconde por baixo do selo do censor.
(clique sobre as imagens para ampliar)
10 de novembro de 2009
Comunas na Serra de Mértola
"(...) Em São Domingos, a questão da Serra de Mértola esteve no centro das preocupações e das lutas das populações de Corte Pinto e de Santana de Cambas, interessadas na partilha da Serra, mas também em impedir a apropriação pelos agrários. Neste processo estiveram envolvidos directamente os mineiros de São Domingos e os trabalhadores rurais do Pomarão e da Achada do Gamo, embora ignoremos em que medida isso terá pesado (se é que pesou) para minorar a fome na região. Para alguns comunistas libertários a partilha da Serra constituiu uma breve oportunidade para realizar, por breves instantes, uma experiência comunitária, na esteira da Comuna da Luz, do utópico Gonçalves Correia"Excerto da obra "Indústria e conflito no meio rural - Os mineiros alentejanos (1858-1938)", de Paulo Eduardo Guimarães. Lisboa, Edições Colibri.
Mais sobre a Mina de São Domingos.
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9 de novembro de 2009
7 de novembro de 2009
Alentejo, legenda e esperança
António Dias Lourenço ainda vive e tem quase 100 anos. Nasceu em Vila Franca de Xira no dia 25 de Março de 1915, e tem uma vida dedicada ao povo português. Resistente anti-fascista, membro destacado da estrutura clandestina do PCP, que passou a integrar em 1931, esteve preso 17 anos, mas protagonizou uma das mais célebres fugas do Forte de Peniche, aliás retratada no filme "A fuga".
Dias Lourenço esteve, durante as décadas de 40 e 50, directamente ligado às lutas do chamado "proletariado rural" alentejano, e dessa experiência se serviu há uma década, mais coisa menos coisa, para escrever "Alentejo, legenda e esperança - I", um livro magnífico, resumido por Urbano Tavares Rodrigues da seguinte forma:
Trata-se de leitura vivamente aconselhada a quem procura mais informação sobre as seculares lutas travadas por quem trabalhou a terra no Alentejo, desde a fundação ao 25 de Abril de 1974.
Dias Lourenço esteve, durante as décadas de 40 e 50, directamente ligado às lutas do chamado "proletariado rural" alentejano, e dessa experiência se serviu há uma década, mais coisa menos coisa, para escrever "Alentejo, legenda e esperança - I", um livro magnífico, resumido por Urbano Tavares Rodrigues da seguinte forma:
Livro com muito interesse, que, num português claro e elegante, historia, de um ponto de vista marxista, as lutas de classe no Alentejo desde o repovoamento que se seguiu à Reconquista até à Lei das Sesmarias, às transformações operadas pela Revolução Liberal de 1820 e pela República de 1910, insistindo especialmente na formação das associações sindicais e nos combates dos trabalhadores pela melhoria das suas condições de vida, durante o Estado Novo.
Dias Lourenço, que foi um herói da Resistência Antifascista, militante clandestino do PCP, preso durante 17 anos, com prodigiosas evasões e uma vida aventurosa, é, alem disso, um operário culto, metalomecânico, que frequentou a Universidade Popular, leu muito e, como já disse, escreve bem. Neste livro as suas páginas sobre a Revolução Agrária em Portugal, depois do 25 de Abril, têm valor histórico e contêm informações preciosas. Parece-me obra digna de figurar nas Bibliotecas da Gulbenkian. Embora com uma perspectiva partidária, tem grande importância documental, é inteligente e estimula o estudo e a discussão de um período fascinante da nossa História recente, a transformação do País.
Sobre os acontecimentos de 1918 (1)
"Cá na Associação discutíamos o desemprego, a forma de arranjarmos trabalho e exigíamos que eles fabricassem as terras, mas eles nem as fabricavam nem as entregavam.Extracto do depoimento de Francisco Mestre, alentejano do Vale de Santiago, revolucionário e poeta (Dezembro de 1981), incluído no livro "Os trabalhadores rurais do Alentejo e o Sidonismo - Ocupação de terras no Vale de Santiago".
Falavam lá na Associação o Campos e o Chico Paulino, que tinha sido propagandista da República, mas depois quando viu que só defendiam a burguesia pôs-se contra, mas ele tinha conversa que era capaz de revoltar um povo. Ele e o Gonçalves Correia."
6 de novembro de 2009
Gonçalves Correia na obra "Os Operários"
António Gonçalves Correia é por diversas vezes mencionado por Raul Brandão na sua obra "Os Operários". Brandão dedica-lhe mesmo um capítulo ("Uma comuna no Alentejo"). Para aceder a todas as referências a Gonçalves Correia em "Os Operários", clique aqui.
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