"No movimento escola moderna não há manuais, os alunos podem ser professores e os professores é que têm TPC. E os pais que fiquem tranquilos: as metas definidas pelo ministério são sempre cumpridas." (ionline)
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23 de setembro de 2011
O diário "i" escreve sobre o MEM
14 de setembro de 2011
Escolas Novas vs. escola actual
Na escola de liberdade que tinha sido a Faculdade de Letras do Porto, aprendeu o respeito pela liberdade absoluta do homem que pensou poder materializar-se no movimento das escolas novas. Para tanto diz-nos Agostinho "As escolas realmente novas, as de um Tolstoi, as de um Sanderson, as de um Washburne, as de um Lightward, as de um Faria de Vasconcelos, as de uma Armanda Alberto são apenas relâmpagos de esperança, logo abafadas pelas realidades, dos sistemas económicos (...) dos sistemas políticos (...) das religiões instituídas e convencionais (...). Escolas de visionários, de anarquistas e de loucos: escolas em que a iniciativa é da criança, a que o adulto assiste e em que aprende, ou reaprende a ter imaginação, a criticar, a se integrar no jogo como num trabalho ou no trabalho como num jogo, a sonhar considerando o sonho como actividade necessária e legítima, numa palavra a ter todas as qualidade ques perturbariam a calculada e, o que supõem, segura vida dos desembargos do paço ou dos presídios supremos".
extraído do texto "Agostinho da Silva - Um pedagogo contemporâneo português em busca de uma educação para o futuro", por Artur Manuel Sarmento Manso (Universidade do Minho)
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13 de setembro de 2011
A escola moderna, de Francisco Ferrer y Guardia
Em recente intervenção pública, o actual ministro da educação, Nuno Crato, colocava em relevo a relação entre educação e vencimentos, procurando apelar à vontade e motivação dos alunos com a perspectiva de uma vida desafogada em função de uma qualificação obtida.
Não obstante os dados demonstrarem que os trabalhadores por conta de outrém mais bem remunerados serem de facto pessoas em regra bem qualificadas, da mesma forma que as estatísticas ilustram a situação de dezenas de milhares de licenciados no desemprego e em ocupação precárias e mal pagas, é a relação estabelecida pelo ministro entre estudo e dinheiro que importa aqui relevar.
A escola de hoje é ante-câmara do mercado de trabalho, tendencialmente estruturada à imagem da economia local e nacional. Esta relação entre escola e economia não seria dramática se, e aqui sublinho o "se", os enormes problemas do país não revelassem todos os dias a desadequação da estrutura económica nacional. A escola tende a adaptar-se a um Portugal desadaptado das exigências do desenvolvimento.
Pior: a escola de hoje ensina aquilo que amanhã será profundamente obsoleto; os testes, os exames, as provas globais, testam desempenhos (mais do que conhecimentos e competências efectivas) que no futuro serão tão relevantes como são hoje as linhas de caminhos de ferro de Angola, decoradas pelos avós e bisavós da actual geração de crianças e adolescentes em formação. A "exigência" que é bandeira dos sucessivos governos - mais de uns do que doutros - e chavão do politicamente correcto nacional não produzirá frutos pela simples razão de que os frutos hoje cultivados estarão fora d'época no momento da colheita.
Não há sinal de modernidade na escola deste princípio do século.
É por isso com tristeza que vejo marginalizadas todas as abordagens científicas-pedagógicas portadoras de uma nova visão da educação, da escola e de todos aqueles que lhe dão vida. Abordagens como a de Francisco Ferrer y Guardia e da sua moderna "Escola Moderna", passe a redondância.
Não obstante os dados demonstrarem que os trabalhadores por conta de outrém mais bem remunerados serem de facto pessoas em regra bem qualificadas, da mesma forma que as estatísticas ilustram a situação de dezenas de milhares de licenciados no desemprego e em ocupação precárias e mal pagas, é a relação estabelecida pelo ministro entre estudo e dinheiro que importa aqui relevar.
A escola de hoje é ante-câmara do mercado de trabalho, tendencialmente estruturada à imagem da economia local e nacional. Esta relação entre escola e economia não seria dramática se, e aqui sublinho o "se", os enormes problemas do país não revelassem todos os dias a desadequação da estrutura económica nacional. A escola tende a adaptar-se a um Portugal desadaptado das exigências do desenvolvimento.
Pior: a escola de hoje ensina aquilo que amanhã será profundamente obsoleto; os testes, os exames, as provas globais, testam desempenhos (mais do que conhecimentos e competências efectivas) que no futuro serão tão relevantes como são hoje as linhas de caminhos de ferro de Angola, decoradas pelos avós e bisavós da actual geração de crianças e adolescentes em formação. A "exigência" que é bandeira dos sucessivos governos - mais de uns do que doutros - e chavão do politicamente correcto nacional não produzirá frutos pela simples razão de que os frutos hoje cultivados estarão fora d'época no momento da colheita.
Não há sinal de modernidade na escola deste princípio do século.
É por isso com tristeza que vejo marginalizadas todas as abordagens científicas-pedagógicas portadoras de uma nova visão da educação, da escola e de todos aqueles que lhe dão vida. Abordagens como a de Francisco Ferrer y Guardia e da sua moderna "Escola Moderna", passe a redondância.
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